AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DO EXTRATO DE ETIL ACETATO DE SUCUPIRA NO CONTROLE IN VITRO DE Agroathelia rolfsii
DOI:
https://doi.org/10.33837/msj.v9i1.1767Palavras-chave:
Fitopatógeno, Biocontrole, Extrato vegetal, Pterodon emarginatusResumo
Os sistemas agrícolas sustentáveis têm avançado, promovendo a redução da dependência de agrotóxicos por meio do manejo responsável dos recursos naturais. Dentre as alternativas de controle de fitopatógenos, os extratos vegetais têm sido amplamente estudados por sua eficácia. Este trabalho teve como objetivo avaliar in vitro a atividade antifúngica de extrato do fruto de Pterodon emarginatus contra o fungo Agroathelia rolfsii. O extrato foi obtido por maceração de 200 g de frutos em 1000 mL de acetato de etila, seguida da evaporação natural do solvente por 33 dias. O experimento foi conduzido no Laboratório do IF Goiano – Campus Posse, utilizando isolados de A. rolfsii da micoteca do Campus Urutaí. O extrato vegetal foi aplicado sobre o meio de cultura já solidificado. O delineamento foi inteiramente casualizado, com 11 tratamentos e 5 repetições: T1 (Testemunha), T2 (10 µL de Acetato de etila), T3 (15 µL de Acetato de etila), T4 (20 µL de Acetato de etila), T5 (40 µL de Acetato de etila), T6 (80 µL de Acetato de etila), T7 (10 µL de extrato), T8 (15 µL de extrato), T9 (20 µL de extrato), T10 (40 µL de extrato) e T11 (80 µL de extrato). O crescimento micelial foi avaliado por meio de medições radiais em dois eixos ortogonais, calculando-se as médias para cada tratamento. Com base nos dados, foram determinadas a porcentagem de inibição do crescimento micelial (PIC) e o índice de crescimento da velocidade micelial (ICVM). Os resultados indicaram que o extrato de P. emarginatus apresenta atividade antifúngica frente a A. rolfsii, com efeitos significativos nas concentrações de 10,15, 20, 40 e 80 µL. O tratamento com acetato (T2, T3, T4, T5 e T6) não diferiu estatisticamente da testemunha, confirmando que a inibição do crescimento fúngico é atribuída aos compostos bioativos do extrato. Conclui-se que o extrato de P. emarginatus apresenta potencial como agente alternativo no controle de A. rolfsii, podendo contribuir para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis.
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